O mundo não será o mesmo depois do coronavírus

Opinião

O mundo não será o mesmo depois do coronavírus

Marcos Antonio, do BrOnline – Estamos vivenciando algo inimaginável e sem precedentes na história moderna do mundo. A pandemia do coronavírus (Covid-19) se alastrou por todo o planeta e fez grandes nações pararem e milhares de pessoas estão morrendo ao serem combalidas por um vírus invisível e incontrolável pelas potências mundiais.

Um bom exemplo são os Estados Unidos, o país do Tio Sam com todo o seu gigantismo e imperialismo está sendo mais afetado pelo coronavírus do que foi na Segunda Guerra Mundial. As grandes cidades americanas estão desertas e o seu povo não sabe como será o dia de amanhã. Para muitos; se houver amanhã.

Neste momento é hora da sociedade entender, refletir e repensar a proteção social. Essa crise além de econômica e de saúde pública é de bem-estar social. Jamais ouvimos falar em tantos bilhões, trilhões de dólares, euros e reais para ajudar os pobres, desempregados, desassistidos, empresas e bancos de todo o mundo. Mas, os governos têm que amparar principalmente os mais carentes e deixar o setor financeiro para o último da fila.

As falas do Ministro da Economia, Paulo Guedes em coletivas de imprensa são enfáticas ao priorizar os mais desfavorecidos nestes tempos de pandemia, porém em videoconferências com os investidores, a preocupação é injetar dinheiro para não quebrar o setor financeiro. O governo revela que serão cerca de R$ 100 bilhões para auxiliar quase 60 milhões de brasileiros neste momento de crise. Mas não revela quanto será destinado aos bancos e financeiras do país.

Paulo Guedes tem muitos amigos acionistas de grandes empresas e bancos. Na verdade ele faz parte dessa seara. São negócios bilionários acertados entre amigos por telefone. Os bancos não irão quebrar, terão a ajuda do governo que pensa em comprar ‘títulos podres’ do setor financeiro para manter as agências fortalecidas mesmo com a crise. A ideia é proteger lucros, rentabilidade e ações.  ‘Títulos podres’, é o nome dado aos títulos da dívida pública sem liquidez. Esses títulos são negociados no mercado com grande desconto em relação ao seu valor nominal.

A esperança dos brasileiros está voltada para o “orçamento de guerra”, um orçamento paralelo para destinar recursos exclusivos às medidas de combate da Covid-19, que está sendo aprovado pela Câmara e Senado. E que seja para salvar vidas e os pequenos empresários e não as grandes e bilionárias empresas.

Para redesenhar uma nova economia mundial teremos várias teorias das correntes do socialismo, liberalismo e capitalismos, entretanto jamais a economia poderá prevalecer acima da vida de bilhões de pessoas.

A economia mundial está sucumbindo e os líderes das maiores potências caminham para uma nova tomada de consciência e um pensamento voltado ao desenvolvimento da sociedade e do bem-estar das pessoas. É claro que alguns países terão mais austeridade na economia depois dessa crise, e irão favorecer as grandes corporações e desprezarão ainda mais as pessoas de poder aquisitivo ínfimo.

São tempos dramáticos e todos estão sentindo na pele o medo da saúde, delas próprias e dos familiares. E que a partir de agora prevaleça uma nova consciência do pacto civilizatório em todo o mundo. Que possamos aprender com estes dias difíceis ser mais solidários, menos egoístas, saber compartilhar no dia a dia os momentos felizes e consigamos entender a fragilidade do outro. Que parem as guerras e que o mundo tenha olhares gentis para quem passa fome e sofre com doenças que há muito tempo já deveriam ter sido erradicadas. Depois dessa pandemia precisamos de uma vida coletiva mais civilizada.

O mundo está se transformando diante de nossos olhos, o paradigma da civilização se dissolvendo como neblina ao sol: os líderes mundiais precisam ter outro pensamento, porque eles não podem fazer tudo e o mundo já não lhes pertence mais

Marcos Antonio Santos

Jornalista

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Fonte: Marcos Antonio

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