Toledo e seus motoristas.....o que precisamos saber

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Toledo e seus motoristas.....o que precisamos saber

|Silmar Ramos com a colaboração de Luiz Alberto Martins da Costa – Toledo (PR)| - Há dias venho ensaiando para escrever texto sobre o trânsito de Toledo ou mais precisamente sobre quem o faz – os nossos usuários das vias públicas. Isso inclui motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.  Desta vez, nos referimos aos motoristas.

De antemão, informamos que não estamos generalizando, pois, existem os bons e os ruins, mas nesse caso não há espaço para meio termo. Até eu mesmo, embora tenha sempre muito cuidado, já devemos ter também cometido alguma atrocidade atrás do volante. Mas cá pra nós, o que acontece em Toledo, beira o absurdo.

Dizer que quem dirige em Toledo, dirige em qualquer lugar do País e do mundo é uma falsa informação. No nosso entendimento alguns poucos dos nossos motoristas sobreviveriam ao trânsito caótico de uma grande metrópole.

Trafegar pelas ruas desta cidade maravilhosa poderia ser uma tarefa prazerosa e muito simples, mas ainda que o fluxo de veículos tenha crescido significativamente nos últimos anos, o movimento ainda não pode ser comparado ao de capitais ou grandes cidades.

O que acontece por aqui causa altos níveis de estresse diariamente.  Pelo jeito, muitos de nossos condutores de veículos não entenderam ainda o desenvolvimento do município, incluindo o crescimento da frota de veículos e a pavimentação de qualidade de vias urbanas e rurais.

Mas sejamos justos, pois seria até uma injustiça com quem elaborou o projeto de trafegabilidade da cidade dizer que o trânsito de Toledo é ruim ou desorganizado, pois na verdade, são os motoristas, em sua grande maioria, os responsáveis pelos problemas que enfrentamos.

Eles são os grandes culpados pelo caos diário que vivemos em nossas vias públicas. Há situações que merecem um estudo aprofundado, mas por via de regra, dirigir mal é quase uma unanimidade por aqui.

Esse não é um defeito de alguns condutores, sejam eles homens,  mulheres, idosos ou jovens, mas sim culpa de grande maioria da categoria, que não obedece a sinalização e menospreza os demais usuários, especialmente os que procuram fazer o certo, dirigindo com cuidado e respeito pela vida e o patrimônio de seus semelhantes.

Sinalizar quando da troca de pista, ao ingressar em rotatórias, permitir que outro veículo saia de vaga de estacionamento ou andar em velocidade inferior ao limite da via, sempre pela direita, são coisas raras por aqui.

A buzina, equipamento obrigatório e indispensável, mas quando usada, ainda corretamente, tem como resposta insultos daqueles que ainda que errados, não assumem suas responsabilidades com a segurança no trânsito.

Até mesmo estacionar corretamente em uma vaga demarcada, que deveria ser tarefa simples, em Toledo é quase sempre muito difícil.

É evidente que algumas ruas e cruzamentos não atendem a todas as necessidades dos usuários, mas no geral, dizer que o trânsito da cidade é ruim trata-se de pura falta de conhecimento.

Essa condição não está restrita às mais movimentadas ruas e avenidas, pois os riscos estão até mesmo em estacionamentos privados, como em supermercados. É preciso entender que não é feio brecar o fluxo de veículos por um momento para aguardar uma vaga no estacionamento. Errado é brecar o fluxo para pegar determinada vaga, mesmo com tantas outras disponíveis.

Ah ia esquecendo de uma coisa. Não reclamem dos guardas municipais, policiais militares ou agentes da lei. “Passou só um minuto do tempo do Estar, radar móvel multando em tal rua, fábrica de multa e etc.”, são alegações sem fundamento, pois as normas de trânsito são para todos, visam o bem-estar dos usuários e são desculpas tolas para tentar justificar o injustificável.

A legislação só penaliza aquele que infringir as normas. Sendo assim, todos devemos dirigir respeitando tais limites, praticando a direção defensiva e evitando preocupações, perdas e situações lamentáveis.

Se o poder público e a iniciativa privada estão investindo na ampliação e manutenção da pavimentação urbana e rural, na sinalização de vias públicas e na limitação da velocidade, os objetivos são a preservação do patrimônio e principalmente da vida e integridade física de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. 

Deixar a buraqueira tomar conta do asfalto ou manter o calçamento poliédrico e estradas de chão seriam alternativas para limitar a velocidade e o volume do trânsito, mas certamente essa não seria a melhor estratégia para um município que é capital do agronegócio, centro universitário e polo de biociência, para o nosso orgulho e satisfação de nossas famílias.

Esperamos estar provocando um pouco de reflexão entre motoristas e demais usuários. Para isso reforçamos nosso alerta para que sejamos mais educados e prudentes no trânsito. Ignoremos muitas coisas, embora essa nem sempre seja uma tarefa fácil, mas precisamos acreditar no retorno de nossas boas ações e do respeito à vida dos semelhantes, pois isso pode nos poupar de muitos danos materiais e humanos.

Se temos quase um veículo por habitante, isso é fruto de trabalho duro, economia e assunção de dezenas de prestações mensais, para ter o conforto do carro próprio e maiores facilidades nos deslocamentos para o trabalho, a educação e o lazer.

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Fonte: imagens/divulgação

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